Renato França explica que além de conter menos carboidrato, o alimento tem boa concentração de amido resistente, que ajuda a retardar a elevação da glicose sanguínea.

O feijão é conhecido por ser uma boa fonte de ferro, mas apesar de suas propriedades e benefícios muitas vezes é excluído do cardápio de quem começa a fazer dieta, visando o emagrecimento ou definição muscular. As refeições passam a concentrar apenas saladas e carne, além de substituir o tradicional arroz com feijão pela batata doce, ou outro tubérculo.

Para Renato França, nutricionista esportivo e funcional, o alimento é essencial à dieta. Se o receio é pela quantidade de carboidrato, ele argumenta que enquanto 100g de feijão cozido tem 13g, a batata doce, queridinha das dietas, tem 20g.

“Além de conter menos carboidratos, o feijão tem uma boa concentração de amido resistente, tornando a digestão dos carboidratos mais lenta e retardando a elevação nos níveis de glicose sanguínea, sendo classificado como um alimento de baixo índice glicêmico”, complementa.

O especialista comenta ainda que esse amido é metabolizado pelas bactérias intestinais gerando a formação de ácidos graxos de cadeia curta, que servem de substrato energético para os enterócitos (células intestinais) o que ajuda na prevenção de câncer colorretal e doenças inflamatórias intestinais, por exemplo.

Vale lembrar que, para quem gosta de só molhar o arroz com o caldo do feijão e não come os grãos, os maiores benefícios são fornecidos pelo consumo da casca do grão, ou seja, tem que comer o feijão mesmo. “Se não gosta de comer feijão, tudo bem. Só não pare de consumi-lo porque poderia atrapalhar nos resultados da sua dieta. Se o consumo for bem planejado, ele pode ajudar e muito”, finaliza Dr Renato.

Fonte: Divulgação