Segunda geração chega ao Brasil com mudanças profundas em relação ao anterior, ganha identidade própria e deixa de ser um mero derivado do Fit
A Honda anunciou na última quinta-feira (16) a chegada da nova geração do WR-V ao Brasil e esquentou ainda mais a disputa dentro do concorrido mercado de SUVs compactos. O modelo evoluiu consideravelmente na comparação com o anterior e ganhou identidade própria tanto por dentro quanto por fora, deixando de ser um mero derivado do Fit. Com isso, ficou maior, mais espaçoso e equipado para enfrentar Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e companhia.
A estreia da nova geração por aqui acontece após um hiato de quase quatro anos. A primeira linhagem foi apresentada no Salão do Automóvel de 2016 e chegou ao mercado em março de 2017, permanecendo em linha até janeiro de 2022. A despedida precoce foi reflexo do baixo índice de emplacamentos, tendo seu melhor desempenho justamente no ano de estreia, com 15.353 unidades entregues. Agora, a Honda quer fazer do modelo seu carro mais vendido no país.
Autoesporte comparou as duas gerações e apresenta abaixo as principais diferenças, incluindo características como design, dimensões, espaço interno e equipamentos. Confira!
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Design
No visual, o novo WR-V representa um salto significativo na comparação com o anterior. Enquanto a primeira geração era um projeto derivado do antigo Fit, aproveitando a estrutura da carroceria, portas, teto, para-brisa e painel, o novo é um veículo independente e desenvolvido do zero. O carro ganhou personalidade, buscou inspiração em lançamentos recentes da Honda e não exibe mais peças aparentes emprestadas de outros carros.
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As linhas também ficaram bem mais quadradas, refletindo tendência cada vez mais comum no segmento. A dianteira conta com capô elevado e plano (pensado para gerar sensação de robustez e imponência), acompanhado de grade frontal ampla e com malha interna escurecida. Os faróis são estreitos, com luzes de LED, e adornados por elementos cromados na parte superior.
Nas laterais, destaque para as portas com formato plano, teto alto e rodas de 17 polegadas com acabamento diamantado. Na traseira, as lanternas são de LED e divididas pelo recorte da tampa do porta-malas. Uma barra plástica faz a ligação entre as peças, mas sem iluminação.
No WR-V anterior, o desenho geral era interinamente baseado nas linhas do próprio Fit. Apesar da dianteira alta e do para-choque robusto projetado para reforçar a pegada SUV, as linhas da carroceria eram bem mais arredondadas e características do estilo monovolume original. Na traseira, o desenho polêmico tinha lanternas separadas e sem qualquer interligação, o que gerava uma espécie de ‘vazio’ na tampa.
Dimensões
Outra diferença substancial está no tamanho. A nova geração mede 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,65 m de altura e 2,65 m de distância entre-eixos. O modelo anterior, para efeito de comparação, possuía 4,06 m, 1,73 m, 1,59 m e 2,55 m, respectivamente. Ou seja, o WR-V II é mais comprido, mais alto, mais largo e mais espaçoso que o primeiro. No porta-malas, mais uma vantagem: 458 litros do novo, contra 363 litros do antigo.
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Na prática, o WR-V cresceu tanto que ficou quase tão comprido quanto o HR-V, que mede 4,33 metros e fica posicionado um andar acima. A distância entre-eixos, inclusive, é superior: 2,65 m contra 2,61 m do primo mais caro. Outras medidas incluem 22 cm de vão livre do solo, 17,4° de ângulo de entrada e 27,2° de saída.
Equipamentos
Por se tratar de um projeto bem mais moderno, o WR-V de nova geração conta com equipamentos que nunca foram oferecidos no modelo anterior. É o caso do pacote Honda Sensing, que inclui itens como controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência e assistente de permanência em faixa com correção de trajeto.
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Além disso, só o novo possui carregador de celular por indução, rodas de 17 polegadas e central multimídia de 10 polegadas com conexão sem fio para Apple CarPlay e Android Auto. No antigo, a tela tinha apenas 7 polegadas e conectividade via cabo. Ainda assim, desde a geração passada, o WR-V oferece itens como seis airbags, ar-condicionado digital, faróis em LED, entre outros.
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Em relação ao antigo, a nova geração perdeu um item importante e característico de outros carros da Honda: os bancos do tipo Magic Seat. O sistema é capaz de modular os bancos traseiros, permitindo diferentes configurações para maximizar o espaço interno. Era um diferencial importante diante dos rivais, mas acabou ficando fora da nova linhagem.
Motorização
Sob o capô, o motor 1.5 i-VTEC aspirado flex é o mesmo nos dois carros, mas com atualizações importantes na nova geração. Desenvolve até 126 cv de potência a 6.200 rpm e 15,8 kgfm de torque máximo a 4.600 rpm, sempre acoplado ao câmbio automático CVT de sete marchas simuladas. De acordo com o Inmetro, as médias de consumo são de 8,2 km/l na cidade e 8,9 km/l na rodovia, com etanol, e 12,0 km/l e 12,8 km/l, respectivamente, com gasolina.
No WR-V antigo, a potência era de até 116 cv e o torque máximo de 15,3 kgfm. O câmbio também era automático do tipo CVT. Toda produção acontece na fábrica de Itirapina (SP).
Fonte: Auto Esporte

