Picape média mais vendida do mundo é apresentada em sua nova geração; saiba quando chegará ao Brasil

A picape mais aguardada de 2025 acaba de ser apresentada. Trata-se da estreia da nova geração da Toyota Hilux que, pela primeira vez em sua história, terá versões elétrica e a hidrogênio. Sua chegada às lojas do Sudeste Asiático e da Europa está marcada para dezembro; já o lançamento em outras partes do mundo, incluindo o Brasil, acontecerá ao longo de 2026.

A atual geração da Hilux está no mercado desde 2015 e, apesar de nunca ter decaído nas vendas, era considerada uma picape defasada. Conforme adiantado por Autoesporte, a Toyota renovou o modelo com a mesma receita que a Chevrolet aplicou na S10: preservou a plataforma IMV e a estrutura geral da cabine (incluindo o formato das portas), atualizando o design da dianteira, da traseira e do painel.

Nova Toyota Hilux segue receita da concorrência em sua nova geração — Foto: Divulgação

Na frente, os faróis são menores e posicionados junto ao capô, ao passo que a grade terá traços mais retos e malha interna em formato de colmeia, como no Corolla Cross.

Na traseira, a tampa da caçamba será redesenhada e as lanternas serão inéditas, com iluminação em LED nas versões mais caras. Nas laterais, haverá novidades no formato dos para-malas, das “paredes” da caçamba e no desenho das rodas.

Cabine da Hilux se inspira nos grandes SUVs da Toyota no mercado global — Foto: Divulgação

Quem acompanha Autoesporte sabe que o interior da Hilux vazou em registros de patentes. A picape média agora segue a linguagem visual do SUV Land Cruiser, com central multimídia flutuante, um grande painel de instrumentos e volante multifuncional redesenhado.

Painel digital tem uma grande tela controlada pelo volante multifuncional — Foto: Divulgação

O console central está mais alto e os materais prometem ser de maior qualidade em comparação com o modelo atual.

Picape estreia versão elétrica

Após anos em testes, a versão elétrica da Toyota Hilux finalmente se tornou realidade. A base do powertrain é a bateria de íons de lítio de 59,2 kWh de capacidade, que alimenta motores elétricos instalados nos dois eixos. Assim, a picape desenvolve 20,5 kgfm de torque no eixo dianteiro e 26,8 kgfm no eixo traseiro. A potência será divulgada mais adiante.

O objetivo, segundo a Toyota, era preservar sua qualidade, durabilidade e confiabilidade, bem como os atributos off-road que consagraram a Hiux por décadas. A versão elétrica tem capacidade para transportar 715 kg na caçamba e ainda pode rebocar 1.600 kg. Já a autonomia é de 240 km.

Hilux a hidrogênio será apresentada em 2028 — Foto: Divulgação

Outra novidade é a versão elétrica movida a células de hidrogênio. O sistema ainda está em fase de testes, mas já foi confirmado pela marca japonesa e será lançado em meados de 2028.

A versão híbrida da Hilux continuará no portfólio. Este conjunto é do tipo híbrido leve (MHEV) de 48V e une o atual motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros com 204 cv de potência a um motor elétrico de 16 cv, além de baterias de íons de lítio com 0,2 kWh de capacidade. Segundo a Toyota, nesta configuração, a picape poderá rebocar até 3.500 kg.

Sem oferecer maiores detalhes, a Toyota afirma que a Hiux ainda terá versões a combustão. Todavia, ao que tudo indica, a marca japonesa deve oferecer tal configuração em regiões específicas, como no Leste Europeu. Neste mercado, a Hilux é vendida com motores 2.8 turbodiesel e 2.7 turbo a gasolina. Outros detalhes técnicos sobre a Toyota Hilux serão divulgados em dezembro.

Quando chega ao Brasil

Marca não confirma, mas a Toyota Hilux será produzida na Argentina a partir de 2026 — Foto: Divulgação

O modelo que abastece o mercado brasileiro vem de Zárate (Argentina). Não há uma data oficial para o início da produção da Toyota Hilux no país vizinho, mas Autoesporte apurou que isso acontecerá em breve.

Segundo o cronograma da marca japonesa, a tendência é que a Hilux seja apresentada em nosso mercado no segundo semestre de 2026, inicialmente em versões a combustão e híbrida leve de 48V. O modelo elétrico ainda não foi confirmado para a região, mas está em estudo.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Auto Esporte