Hantavírus é um grupo de vírus associado principalmente a roedores e que pode causar uma infecção rara, mas grave, com quadros respiratórios ou renais.

O que aconteceu

  • Casos suspeitos em um cruzeiro no Atlântico colocaram o hantavírus no radar e levaram a OMS (Organização Mundial da Saúde) a acompanhar a situação. A organização registrou casos suspeitos a bordo do navio MV Hondius, em uma rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, com mortes e pacientes em estado grave.
  • Mesmo com a investigação dos casos, a OMS avalia que o risco para a população em geral é baixo. “Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem”, disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Como se pega hantavírus?

  • Transmissão mais comum ocorre ao inalar partículas do vírus em locais contaminados por urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A infecção costuma acontecer quando essas partículas ficam suspensas no ar (aerossóis), especialmente em ambientes com grande quantidade de excremento.
  • Contato direto com excrementos de roedores também pode transmitir o vírus. A exposição a urina, fezes e saliva de ratos silvestres infectados é descrita como o principal caminho de contágio.
  • Hantavírus geralmente está ligado a roedores de áreas rurais e de floresta, e não aos ratos urbanos. No Brasil, a maioria dos registros ocorreu em zona rural, segundo dados do Ministério da Saúde citados em balanço de 1993 a 2024.
  • Transmissão de humano para humano é rara e está associada à cepa do subtipo Andes. Especialistas citados pela OMS afirmam que, quando ocorre, tende a exigir contato próximo, como compartilhar cama ou alimentos.
  • A OMS e o governo da África do Sul confirmaram que a cepa identificada no cruzeiro era a Andes, a única com transmissão documentada de humano para humano. Autoridades sul-africanas disseram ter encontrado a cepa em dois passageiros desembarcados no país, e autoridades suíças relataram o mesmo vírus em um paciente internado.

 

Fonte: Viva Bem UOL