Histórico por transmitir sofisticação e glamour, o veludo reafirma sua presença no morar contemporâneo ao assumir o protagonismo em um dos móveis mais vivenciados da casa: o sofá. Presente desde a arquitetura clássica, o tecido ressurge como ponto focal em projetos atuais, desmistificando antigos preconceitos sobre sua funcionalidade e manutenção.
As composições do veludo variam entre fibras sintéticas e opções naturais, como o algodão e a seda. Para estofados de uso diário e tráfego constante, a versão sintética desponta como a melhor escolha. “Os sintéticos tendem a apresentar maior resistência ao uso intenso e costumam exigir menos manutenção no dia a dia”, destaca a arquiteta Cristiane Schiavoni.
Já o veludo de algodão firma-se como uma alternativa equilibrada, reunindo apelo estético natural, boa respirabilidade, toque agradável e resistência intermediária. Em contrapartida, a opção em seda — mais delicada e suscetível ao desgaste — é pouco empregada em sofás de rotina diária, sendo reservada para peças de apelo predominantemente cênico e decorativo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2022/q/z/ABSbrYS7eYk7ELb5ZdDw/robertrbol-jundiai-rafaelrenzo-8.jpg)
O sofá curvo de veludo rosa, da Cápsula Decor, quebra a monotomia das paredes brancas — Foto: Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do Robert RobL arquitetura & interiores
Como combinar o sofá de veludo
Por se tratar de uma peça de grande protagonismo, harmonizar o sofá de veludo com os demais elementos da sala exige atenção. A principal recomendação é ter cuidado ao introduzir texturas excessivamente rústicas, que nem sempre estabelecem uma composição fluida com o material.
Para a escolha das almofadas, aposte em tecidos de toque suave que dialoguem de forma equilibrada com a superfície nobre e o brilho sutil do veludo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2023/u/T/2BCcQsRySypUSKEa5YCA/sala-09-acr-sala-m.mello.jpg)
Sofá do tipo ilha desenhado pela dupla Gabriel Valdivieso e Rodrigo Martins e revestido de veludo da Donatelli — Foto: Maura Mello/Divulgação | Projeto do designer de interiores Gabriel Valdivieso e do arquiteto Rodrigo Martins
A paleta tom sobre tom desponta como uma aposta precisa e segura, ideal para quem busca criar uma composição sofisticada sem sobrecarregar o visual. Caso a preferência seja por almofadas estampadas, o segredo é contrapô-las a tecidos leves, garantindo equilíbrio.
“Se o objetivo é ter um sofá com uma cor vibrante e predominante, o ideal é optar por almofadas em tons mais claros ou na mesma cartela do estofado, para que o conjunto prevaleça”, pontua o arquiteto Ricardo Abreu.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2023/n/e/w878ykTROMuGTzJCbstw/living-integrado-sofa-azul-divisoria-studio-twb.jpg)
Os ambientes integrados, com uma divisória rotacional, têm sofá de veludo azul desenhado pelo escritório TWB Arquitetura — Foto: Vinícius Ferzeli/Divulgação | Projeto do Studio TWB Arquitetura
Como cuidar do sofá de veludo
Para prolongar a vida útil do tecido, a impermeabilização surge como uma excelente aliada, especialmente em lares com crianças e animais. No entanto, é fundamental consultar profissionais especializados antes de realizar o procedimento, visto que cada tipo de veludo reage de maneira diferente ao tratamento.
“Alguns tecidos podem sofrer pequenas alterações no toque ou até perder parte daquele brilho acetinado característico”, alerta Cristiane.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2025/J/z/bBViIBSvyQlB8VIpRAFw/1-ap-mila-mm18-ap-mila-sala-36-.jpg)
O sofá revestido de veludo azul, à direita, é do acervo dos moradores. Ao fundo, o sofá Margarida, desenhado pelo escritório MM18 Arquitetura, garante harmonia na composição — Foto: Wesley Diego/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Divulgação | Projeto da arquiteta Mila Strauss
Na rotina de conservação, a atenção aos produtos e utensílios deve ser redobrada. A limpeza requer fórmulas neutras e suaves para não danificar a fibra.
“O ideal é utilizar um pano ou escova extremamente macia com detergente neutro ou sabão de coco”, recomenda a arquiteta. Devem ser evitados produtos químicos agressivos, como o sabão em pó, além de receitas caseiras e misturas inadequadas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2024/H/h/VRq2JcRialC3P8XmoHbg/6-sala-de-tv-escura-sofa-verde-tapete-colorido-ricardo-abreu.jpg)
O sofá de veludo verde, da Constantine Móveis, adicione um ponto de cor ao ambiente onde se destaca a pintura preta — Foto: Renato Navarro/Divulgação | Projeto assinado pelo arquiteto Ricardo Abreu
Como as especificações variam conforme a composição da fibra, vale consultar o fornecedor no momento da compra para obter orientações específicas de higienização.
“No caso de um veludo de seda, por exemplo, a limpeza geralmente precisa ser a seco”, ressalta a arquiteta Tuanny Balen.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/t/Z/QDOFz5S9arVO0DjJ3BBg/2-sala-de-estar-sofa-biombo-poltrona-mesa-de-centro-graziella-nicolai.jpg)
Nesta sala de estar, o generoso sofá de veludo, da América Móveis, compartilha o espaço com peças de design brasileiro — Foto: Estúdio NY18/Divulgação | Projeto do escritório Graziella Nicolai Arquitetura
Outro aspecto essencial na conservação do veludo é compreender que o tecido possui uma característica natural: o sentido da pelagem se altera com o uso diário e a pressão do corpo. Essa mudança costuma se evidenciar nas áreas de maior atrito, como assentos e braços, criando uma falsa impressão de manchas.
“Na maioria dos casos, é possível recuperar a aparência do estofado utilizando uma escova de cerdas extremamente macias ou aplicando um vapor suave, sempre no sentido do pelo”, orienta Cristiane. O calor do vapor relaxa as fibras do tecido, devolvendo a uniformidade ao revestimento.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2023/1/C/qp5zJZR46i4Ag5Lm0VBg/apartamento-pequeno-sofa-verde-macaxa.webp)
O sofá de veludo verde, da Lider, é o grande charme da sala deste apartamento integrado, onde o tecido ajuda a trazer textura — Foto: Gizele Rampazzo/Divulgação | Projeto do escritório Macaxá Arquitetura
A luz solar é uma das maiores vilãs da durabilidade dos tecidos, pois enfraquece as fibras progressivamente — e, no veludo, o desgaste causado pelos raios UV se torna ainda mais evidente.
Embora a versão sintética apresente maior resistência em ambientes iluminados, hoje já existem tecidos tecnológicos desenvolvidos especificamente para áreas externas, projetados para suportar a incidência direta de sol e umidade. Ainda assim, a exposição contínua exige cuidados redobrados para preservar a cor, o toque e a longevidade do estofado.
Fonte: Casa e Jardim

