Em sua décima exposição, Recomeçar transforma marcas da doença em histórias de vida e reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento. As marcas do tratamento do câncer de mama ganham novos significados na exposição fotográfica “Cicatrizes”, que reúne histórias de 11 mulheres e um homem. Promovida pela Recomeçar, Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília, a mostra é um dos destaques da campanha Outubro Rosa 2026 e será apresentada na Câmara Legislativa do Distrito Federal e no Senado Federal. Com apoio da Secretaria de Saúde do DF, a campanha levará informação a espaços públicos, escola e unidade de saúde, além de realizar uma projeção mapeada nas torres e cúpulas do Congresso Nacional.
Histórias que levam informação e acolhimento
Na Rodoviária, nas escolas, nas unidades de saúde e no Congresso Nacional, a campanha da Recomeçar busca encontrar as pessoas em diferentes momentos da rotina. “A informação pode salvar vidas. Queremos que ela chegue às pessoas onde elas estão. E queremos que cada mulher que enfrenta a doença saiba que não está sozinha”, afirma Joana Jeker dos Anjos, presidente da associação.
Na exposição, as fotografias mostram mulheres que viveram o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama. As imagens revelam cicatrizes, mas também abrem espaço para histórias que não cabem em uma fotografia: o medo, as perdas, as mudanças na vida cotidiana e os caminhos que cada uma encontrou para seguir em frente.
A exposição
“Cicatrizes” é a décima exposição fotográfica promovida pela Recomeçar. A mostra convida o público a olhar além das marcas deixadas pelo tratamento e conhecer as pessoas, as emoções e os recomeços por trás de cada retrato.
Ao combinar arte e informação, a iniciativa dá visibilidade às experiências de quem enfrenta o câncer de mama e abre espaço para conversar sobre medo, acolhimento e acesso à saúde.

Conheça as histórias por trás das fotografias
Cada participante da exposição Cicatrizes revela uma experiência diferente com o câncer de mama. São histórias de medo, apoio, perdas e mudanças na maneira de olhar para o próprio corpo e para a vida.
•⁠ ⁠Arminda Abrantes, 82 anos: Após uma longa espera pela confirmação do diagnóstico, encontrou na filha e na fé o apoio para enfrentar o tratamento. Ainda sente falta da mama, mas vê na cicatriz a esperança de recuperação.
•⁠ ⁠Bruna Furlan, 25 anos: Diagnosticada aos 24, passou por quimioterapia, mastectomia e radioterapia. Hoje carrega as marcas do tratamento com orgulho e diz ter aprendido a ouvir melhor o próprio corpo.
•⁠ ⁠Elismar Aparecida de Andrade Silva, 58 anos: Descobriu a doença em uma mamografia de rotina. Ainda em tratamento, olha para as cicatrizes com gratidão por ter tido a oportunidade de cuidar da saúde a tempo.
•⁠ ⁠Joana Jeker, 50 anos: Após tratar o câncer pelo SUS, fundou a Recomeçar e passou a defender os direitos de pessoas com câncer. Uma tatuagem de flor de cerejeira ajudou a transformar sua relação com as cicatrizes.
•⁠ ⁠Jucilene, 47 anos: Enfrentou os efeitos do tratamento e a perda do pai no mesmo período. Com o apoio da família e da fé, passou a enxergar suas cicatrizes como marcas de força.
•⁠ ⁠Nádia Tavares, 59 anos: Enfrentou o câncer de mama duas vezes, além de novas cirurgias para reconstrução. As cicatrizes lhe trazem orgulho pelo caminho que percorreu.
•⁠ ⁠Naura Neves da Silva, 51 anos: Recebeu o diagnóstico no mês em que completou 50 anos. Depois de sentir medo e estranhar a própria imagem, passou a reconhecer nas cicatrizes a história de quem continuou.
•⁠ ⁠Nerina Lago, 64 anos: Descobriu a doença em exames de rotina. Convive com as marcas físicas, as lembranças do tratamento e o medo da recidiva, enquanto busca valorizar cada dia junto da família.
•⁠ ⁠Pedro Mascarenhas, 45 anos: Não sabia que homens também podiam ter câncer de mama quando recebeu o diagnóstico. O apoio da família, especialmente dos filhos, o ajudou a atravessar o tratamento.
•⁠ ⁠Sheila Geraldo, 52 anos: Descobriu um nódulo durante o banho e passou pelo tratamento na pandemia. Depois, enfrentou também a perda da filha. Hoje fala sobre resiliência e sobre a importância de aceitar cuidado.
•⁠ ⁠Val Marchiori, 51 anos: Adiou os exames por medo e recebeu o diagnóstico em 2025. Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, quer usar sua experiência para incentivar outras mulheres a cuidar da saúde.

•⁠ ⁠Wélida, 58 anos: Procurou atendimento ao notar a mama inchada e avermelhada. O apoio da família, dos colegas e da equipe de saúde a ajudou durante o tratamento; agora, quer cuidar mais de si e realizar novos sonhos.

O cenário do câncer de mama
No Distrito Federal, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 1.410 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026–2028. No Brasil, são 78.610 casos anuais. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a doença é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras. Os números reforçam a importância de ampliar o acesso à informação, aos exames e ao tratamento oportuno, temas centrais da mobilização.

Programação
A campanha percorrerá diferentes espaços do Distrito Federal ao longo de outubro:
•⁠ ⁠Câmara Legislativa do Distrito Federal
Exposição “Cicatrizes” | 5 a 31 de outubro, das 8h às 19h.

•⁠ ⁠Piso inferior da Rodoviária do Plano Piloto, na área central, próximo à Administração da Rodoviária.
Estande de conscientização, com orientações sobre sinais de alerta, fatores de risco e acesso aos serviços de saúde | 7 a 16 de outubro, de 14h às 17h.

•⁠ ⁠Câmara dos Deputados — Salão Nobre
Ato solene da campanha, seguido de projeção mapeada nas torres e cúpulas do Congresso Nacional | 13/10 (terça-feira), às 18h
Local: Salão Nobre da Câmara dos Deputados
Exposição “Cicatrizes” | 15 a 30 de outubro.
•⁠ ⁠Centro de Ensino Médio 12 de Ceilândia
23/10 (sexta-feira), das 10h às 12h
Local: QNP 13, Área Especial, Setor P Norte – Ceilândia Norte
Realização de palestra educativa, exibição da exposição fotográfica “Cicatrizes” e distribuição de materiais informativos sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
•⁠ ⁠Ação Educativa – UBS 11 Ceilândia
29/10 (quinta-feira), das 15h às 17h
Local: EQNO 17/18, Área Especial, Expansão do Setor O – Ceilândia
Realização de palestra educativa, exibição da exposição fotográfica “Cicatrizes” e distribuição de materiais informativos sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

•⁠ ⁠Soltura de Balões na rampa do Congresso Nacional – Encerramento do Outubro Rosa
28/10 (quarta-feira), às 17h
Local: Rampa do Congresso Nacional

Sobre a Recomeçar
Fundada em 2011, a Recomeçar atua no acolhimento de pessoas com câncer de mama e na defesa do acesso ao diagnóstico, ao tratamento e aos direitos dos pacientes. Entre suas iniciativas estão ações educativas, exposições fotográficas e a doação de próteses mamárias externas e sutiãs pós-mastectomia em sua sala de atendimento no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).