Alguma vez você já chegou de férias precisando de… férias? Eu sei que é muito tentador sucumbir ao velho pensamento de “já que estou lá mesmo” e fazer aqueles roteiros malucos em que se passa por dez cidades em uma semana e volta-se com uma coleção de cartões postais, mas não com a real sensação de ter vivenciado o lugar.
Na contra mão destas excursões malucas surgiu o movimento Slow Travel, que nada mais é do que se deixar ficar em um só lugar tempo suficiente para conhecer o dono do mercadinho da esquina, escolher sua cafeteria predileta, cumprimentar os vizinhos e visitar cidadezinhas ao redor. Tudo a seu tempo e criando uma maior conexão com as pessoas, os lugares e com a cultura local.

Isso pode significar, por exemplo, passar uma semana inteira em alguma das cidadezinhas da Costa Amalfitana, na Itália, como Positano, e alugar uma scooter para andar por ali.

Sem se preocupar em ir além dos 60 quilômetros desta costa que é uma das mais lindas do mundo.

Ou então, ainda na Itália, eleger uma minúscula cidade medieval como San Quirico d’Orcia, entre Montalcino e Montepulciano, e ter todo o tempo do mundo para desfrutar os arredores, visitar vinícolas, tomar Brunellos de Montalcino e comer maravilhosamente em qualquer restaurantezinho familiar.

A França é outro país europeu com destinos perfeitos para desfrutar sem pressa. Que tal uma semaninha em algum ponto da Côte d’Azur, como a linda St. Jean Cap Ferrat?

Outra ideia mais econômica e tão tentadora quanto: olha esta prainha da ilhota croata de Vis, na Costa da Dalmácia. Imagine-se aí por uns dez dias, rodando pelas ilhas em pequenas embarcações. A Croácia é linda e bem acessível.

Slow Travel, no entanto, não significa necessariamente ficar parado no mesmo lugar. Pode ser também viajar entre lugares de uma forma mais relaxada e integrada com a cultura local. De bicicleta, por exemplo. Alguns lugares perfeitos para isso: Provence, Vale do Loire ou Bordeaux, na França; Sicília ou Toscana, na Itália; Holanda; e Mendoza, na Argentina.

Também pode significar um cruzeiro fluvial em algum lugar exótico, como o Rio Mekong, que atravessa o Laos, Camboja, Vietnã, Tailândia e Mianmar.

Ou, ainda, um cruzeiro na Patagônia, daqueles que levam a bordo biólogos que dão verdadeiras aulas sobre a fauna local, historiadores que ensinam sobre a população nativa e geólogos que lhe fazem voltar com um quase diploma em glaciares.

Uma road trip também pode se encaixar na filosofia Slow Travel. Que tal, por exemplo, alugar um motor home como os da Cruise America e rodar pelo Canadá ou Estados Unidos?

Deu para sacar que Slow Travel não se limita a destinos, meios de transporte e nem mesmo à duração de uma viagem. É muito mais uma atitude de se conectar ao lugar e ao povo do lugar que estamos visitando. Mas, invariavelmente, inclui ter tempo para se abastecer de delicias locais no mercado e escolher aquele lugar perfeito para um piquenique.

Créditos: To Go Blogs

