Em reunião nesta segunda (12), Vital do Rêgo e Galipolo devem combinar colaboração para troca de informações, em busca de encerrar polêmica

O TCU (Tribunal de Contas da União) iniciou uma ofensiva para tentar virar a página da crise em torno do Banco Master.

Em reunião nesta segunda-feira (12), o presidente do órgão de controle, ministro Vital do Rêgo, pretende fazer um aceno de pacificação ao chefe do Banco Central, Gabriel Galipolo.

A ideia é combinar uma colaboração de informações, com o compartilhamento de documentos, que evite a necessidade de uma inspeção na autoridade monetária.

Neste fim de semana, aliados do relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, admitiam que é hora de distensionar e despolitizar o episódio.

Para isso, atuaram nos bastidores tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o ministro Fernando Haddad, da Fazenda.

Um documento revelado neste fim de semana ajudou a serenar os ânimos. Uma análise preliminar da AudBancos, área técnica do TCU, apontou que o processo de liquidação do Master seguiu todos os protocolos técnicos.

Os integrantes da Corte de Contas foram alertados também de que a politização do episódio poderia torná-los alvos de uma eventual CPMI do Banco Master no Congresso Nacional.

Por isso, a tendência é de que o TCU adote um meio-termo na análise do episódio no julgamento em plenário.

Ou seja, os ministros devem defender o relator e as atribuições da Corte de Contas, mas recusar uma inspeção no BC.

A avaliação no TCU é de que o episódio desgastou a imagem pública do tribunal e o colocou exageradamente nos holofotes em um momento de recesso parlamentar.

 

 

 

 

Fonte: CNN Brasil