Primeira Ferrari elétrica mudou de nome, teve cabine desenhada por antigo chefe de design da Apple e promete mais de 1.000 cv

O lançamento do primeiro carro elétrico da história da Ferrari está chegando. E a marca italiana divulgou novos teasers com detalhes reveladores. O que roubou a atenção é que o modelo mudou de nome — e agora se chamará Luce (de “luz”, em italiano). A apresentação oficial do cupê, que terá mais de 1.000 cv de potência e promete um ruído “quase real”, está marcada para o segundo semestre.

Portanto, a tradicional marca de Maranello desistiu do plano de chamar o seu primeiro esportivo totalmente sustentável de “Elettrica” . Junto deste novo nome, a Ferrari ainda divulgou imagens do interior, que alinha passado, presente e futuro. Este foi desenhado por Jony Ive, antigo chefe de design da Apple, que trabalhou ao lado de Steve Jobs e chegou a assumir a vice-presidência da marca.

Painel de instrumentos digital faz referência aos antigos modelos da marca — Foto: Divulgação

De certa forma, a cabine da Ferrari Luce transparece o lado minimalista que se tornou a assinatura de Ive nos tempos de Apple. A marca focou no essencial, apostando em um interior limpo que remetesse aos esportivos da década de 1970. O cluster digital com três telas redondas, que emulam um painel analógico, não deixa mentir. Mas, por ser um elétrico, chega a ficar um pouco estranho.

O volante multifuncional tem uma grande porção com acabamento de alumínio. Para desobstruir a coluna de direção, as setas foram parar na região principal do volante, próximas ao polegar do motorista. Há também um seletor de modos de condução com três posições: Range, Tour e Perfo (de “performance”). Do outro lado estão os modos voltados à esportividade: Ice, Dry, Wet, Sport e ESC off (que desliga o controle de estabilidade).

Voltante multifuncional tem seletor de modos de condução — Foto: Divulgação

Neste mesmo dispositivo existem outras duas funções: uma aparenta ativar os sensores de estacionamento e outra que regula a velocidade do piloto automático. Como em outros esportivos da marca, os dispositivos são posicionados para que o motorista não tire as mãos do volante.

Seguindo para a região central do painel, a Ferrari instalou uma pequena tela multimídia. Além das informações de reprodução de mídia, há uma espécie de computador de bordo em que o motorista pode acompanhar a entrega de potência, torque e gestão de energia. Abaixo estão os controles de ar-condicionado, em botões físicos com acabamento de alumínio. Os bancos também são ventilados.

Console e câmbio preservam visual minimalista — Foto: Divulgação

Já o console central tem uma pequena alavanca para o câmbio automático em três posições: P, R, N e D. Ao lado está a insígnia do “cavallino rampante”, o logotipo da marca, com as cores da bandeira italiana.

Ar-condicionado e climatização têm botões feitos de alumínio — Foto: Divulgação

Para o botão de ignição da Ferrari Luce, Jony Ive optou por um dispositivo giratório na cor laranja. Acima está o botõa “SOS”, que deve fazer parte do ecossistema de segurança da marca, que contacta as autoridades locais em caso de emergência. Os controles de luzes e refrigeração estão logo ao lado.

Botão de ignição é bem chamativo na cabine — Foto: Divulgação

Quatro motores e 1.000 cv

Primeiro elétrico da Ferrari roda em testes na Itália — Foto: Reprodução/Instagram

No final de 2025, a Ferrari revelou que o novo modelo — à época, ainda chamado de “Elettrica” — terá componentes desenvolvidos internamente e oferecerá “níveis de desempenho inigualáveis”. O conjunto será formado por quatro motores e entregará nada menos que 1.000 cv de potência.

A Luce terá dois propulsores elétricos no eixo dianteiro, entregando 286 cv, e mais dois no eixo traseiro, produzindo 843 cv. No modo boost, a potência total deverá ultrapassar os 1.000 cv. Com essa configuração, a Ferrari promete aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e uma velocidade máxima de 310 km/h.

Mecanismo elétrico da Ferrari Luce já teve primeiros detalhes revelados — Foto: Divulgação

A bateria será integrada ao assoalho, rebaixando o centro de gravidade em 80 mm na comparação com um modelo de combustão equivalente. A capacidade será de 122 kWh, com densidade energética de 195 Wh/kg — a Ferrari afirma ser a mais alta entre os veículos elétricos de produção. O conjunto também terá um sistema de resfriamento avançado capaz de suportar carregamento ultrarrápido de até 350 kW. A autonomia ultrapassará os 530 km, segundo previsões da própria marca.

Outro detalhe interessante diz respeito ao ruído adicionado ao conjunto para camuflar o silêncio inerente ao funcionamento dos motores elétricos. Em outras montadoras, esportivos do tipo contam com sistemas artificiais que pouco empolgam fãs de supercarros. No caso da Ferrari, haverá um sensor realista montado no inversor e capaz de detectar as vibrações mecânicas do trem de força.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Auto Esporte