A morte de um cabeleireiro de 34 anos na Região Metropolitana de Maceió após ingerir caranguejo reacendeu o debate sobre alergias alimentares. Eryvelton Gomes morreu pouco tempo depois de consumir o crustáceo em decorrência de um choque anafilático.
O que aconteceu
Caso do turista gerou comoção. Segundo uma prima, Eryvelton sabia apenas que era alérgico a camarão, mas acreditava que poderia comer caranguejo sem riscos.
Ele começou a passar mal ainda na praia, logo após ingerir o alimento, e foi atendido por socorristas. Imediatamente, o cabeleireiro foi levado ao hospital e médicos tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas ele não resistiu.
Reação cruzada
- Situação enfrentada por Eryvelton é conhecida como reação cruzada. Segundo a Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), alimentos diferentes podem provocar respostas alérgicas semelhantes em uma mesma pessoa. Isso significa que alguém alérgico a camarão também pode reagir a outros crustáceos.
- Tanto o camarão quanto o caranguejo possuem uma proteína chamada tropomiosina, considerada a principal responsável pelas alergias a moluscos e crustáceos. Como essa proteína é comum em diferentes animais, o organismo pode reagir da mesma forma após o consumo. Isso pode acontecer mesmo que a pessoa nunca tenha ingerido aquele alimento antes.
- Quando o corpo desenvolve alergia ao camarão, o sistema imunológico “aprende” a atacar a tropomiosina. Por isso, ele pode reagir também ao caranguejo, siri, lagosta e outros frutos do mar que possuem proteínas semelhantes.
- Diante disso, especialistas recomendam que pessoas com alergia confirmada a camarão evitem outros crustáceos até passarem por avaliação médica. Consultar um alergista e realizar testes cutâneos e exames de IgE específica pode ajudar a identificar quais alimentos oferecem risco, já que existem casos em que a pessoa tolera alguns crustáceos, mas não outros.
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