Sedã tem bom pacote de equipamentos, mas abre mão de ADAS e outros itens para custar menos
Encontrar um Corolla GLi numa concessionária Toyota não é tão fácil assim. Mas não por causa de problemas com entregas ou produção. Pelo contrário: quase todas as unidades faturadas vão direto para o comprador e raramente passam pelo showroom.
Felizmente achamos uma unidade em exposição para te mostrar como é a versão de entrada do sedã médio, que pode sair por menos de R$ 105 mil dependendo da modalidade de compra. Pois é: um Toyota Corolla poderia custar menos do que um Hyundai HB20 ou um Chevrolet Onix.
Esse valor do sedã médio vale para taxistas e inclui a isenção do IPI, mas pessoas com deficiência (PCD) e venda direta também têm direito a descontos generosos. Em todos os casos a conta é bem menor do que os R$ 158.490 pedidos pela Toyota.
Visual não é de versão de entrada
O Corolla GLinão evidencia sua origem “humilde” no visual. Capas dos espelhos retrovisores e maçanetas externas são pintados na cor da carroceria. As rodas de liga leve de 16 polegadas são exclusivas.
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Corolla GLi não tem ar digital e pacote Adas
O interior tem acabamento de boa qualidade, apesar do aspecto simples reforçado pela falta de variedade de cores e texturas. Bancos e painéis das portas são revestidos em tecido de cor cinza.
Alguns itens foram suprimidos na versão de entrada do Corolla. Por exemplo, não há sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, a chave é do tipo canivete e o ar-condicionado é analógico ao invés de digital. Quem viaja no banco de trás não tem direito a saídas de ar-condicionado nem entradas USB.
Porém, a ausência mais sentida é a do Toyota Safety Sense, o pacote de assistências à condução (vulgo ADAS) que inclui equipamentos como alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo (ACC).
Inclusive, o Corolla GLi não vem nem com o controle de cruzeiro (ou piloto automático, para os íntimos) de fábrica. É por isso que o volante multifuncional só agrupa os comandos de som e telefone, deixando um dos lados “vazio” – ou seja, onde existem os botões do ACC e outros comandos do Toyota Safety Sense nas versões mais caras.
A tampa traseira tem abertura interna ou por meio de um botão na chave que, aliás, é a mesma da antiga geração do Corolla. A parte interna da tampa é toda revestida em feltro, mas as dobradiças são do tipo “pescoço de ganso”. O porta-malas acomoda 470 litros.
Motor 2.0 é o mesmo das versões mais caras do Corolla
O que não muda no Corolla GLi é o motor 2.0 flex que entrega 175 cv com etanol e 167 cv quando movido a gasolina. O torque máximo é de 21,3 kgfm com qualquer um dos combustíveis e a transmissão é do tipo CVT simulando 10 velocidades.
As médias de consumo aferidas pelo Inmetro no PBEV são de 8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol e 11,9 km/l no perímetro urbano e 14,5 km/l no percurso rodoviário se o combustível for a gasolina.
Fonte: Auto Esporte