Dados nacionais reforçam a importância da prevenção, do acesso ao atendimento e da formação de dentistas preparados para atuar no SUS
No Brasil, 46,83% das crianças de 5 anos apresentam cárie não tratada e 37,17% nunca foram ao dentista. Os dados da SB Brasil 2023, pesquisa nacional mais recente do Ministério da Saúde sobre o tema, evidenciam os desafios de garantir cuidado odontológico desde a infância e ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento.
O assunto foi discutido nesta terça-feira (27 de outubro), durante a palestra “Brasil Sorridente: do consultório à política pública”, na Faculdade Aria. O encontro teve a participação de especialistas e estudantes da instituição e integrou as atividades da disciplina de Saúde Coletiva IV, do curso de Odontologia.
A palestrante, Bruna Eduarda de Oliveira, cirurgiã-dentista e assessora técnica da Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, abordou a organização do atendimento no SUS e a relação entre a prática clínica e a gestão pública. “Conversamos sobre como a Odontologia ultrapassa os limites do consultório e se conecta ao planejamento, à gestão e à construção de políticas públicas capazes de ampliar o acesso à saúde bucal e promover mais equidade no SUS”, afirmou.
Lançado em 2004, o Brasil Sorridente reúne ações para ampliar e qualificar a atenção à saúde bucal na rede pública. O atendimento tem como principal porta de entrada as unidades básicas de saúde, com encaminhamento aos serviços especializados e hospitalares conforme a necessidade do paciente. Essa organização exige articulação entre os serviços para garantir a continuidade do cuidado.
Para a professora Lila Louise Franco, da Faculdade Aria, o contato com profissionais que atuam no SUS ajuda os estudantes a compreender os desafios que encontrarão na profissão. “Esses encontros constituem uma importante estratégia pedagógica, aproximando os acadêmicos da realidade dos serviços de saúde e fortalecendo a articulação entre teoria e prática”, destacou.
A iniciativa faz parte de uma programação de encontros sobre a organização dos serviços, a gestão em saúde e os desafios da prática profissional. “A cada experiência compartilhada, ampliamos as possibilidades de aprendizagem e contribuímos para a formação de futuros cirurgiões-dentistas críticos, reflexivos e comprometidos com a integralidade do cuidado e as necessidades de saúde da população”, ressaltou Lila.
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