SUV híbrido de R$ 199.990 é espaçoso, bem equipado e agrada no desempenho; suspensão e sistema Adas precisam melhorar

O BYD Song Pro é um dos carros híbridos mais vendidos do Brasil com muito mérito. Algo que deve impulsionar o seu desempenho é o lançamento do facelift com motor flex, marcado para chegar às lojas no ano que vem. Enquanto ele não fica pronto, a versão atual, já montada em Camaçari (BA), surge como opção.

Na linha 2026, as novidades são um incremento no pacote de itens de segurança com a chegada do pacote Adas. Autoesporte dirigiu o BYD Song Pro GS, de R$ 199.990, para descobrir quais são suas maiores qualidades e o que precisa melhorar nesta primeira atualização profunda no Brasil. Vamos começar pelo que há de bom.

1. Espaçoso na medida certa

O BYD Song Pro tem porte adequado ao ponto de ser prático e ainda oferecer bom espaço interno. São 4,74 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,71 m de altura e 2,71 m de entre eixos que superam o Toyota Corolla Cross em todas as proporções (este tem 4,46 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,62 m de altura e 2,64 m de distância entre-eixos).

A disposição da cabine colabora para que os ocupantes traseiros, até os mais altos, não tenham os seus meniscos esmagados. Da mesma forma, o assoalho plano garante maior conforto para repousar os pés. Há saída de ventilação para os ocupantes traseiros.

No porta-malas, o Song Pro tem 520 litros de capacidade à disposição, superando Toyota Corolla Cross (440 litros), Jeep Compass (476 litros) e Volkswagen Taos (498 litros). Embora o Song Pro seja avantajado, é um carro que garante praticidade no dia a dia.

Prova disso é a facilidade para encaixá-lo em qualquer vaga, seja num shopping, mercado ou até mesmo na rua. A câmera 360° ajuda bastante neste aspecto. Se você mora num condomínio apertado, a boa notícia é que o SUV médio provavelmente vai ocupar toda a vaga, mas ainda terá algum espaço para um desembarque com mais, digamos, dignidade.

2. Bom desempenho na cidade

O Song Pro tem motorização híbrida plug-in (PHEV — de recarga externa) que une um propulsor 1.5 aspirado a outro elétrico dianteiro. Juntos, entregam 235 cv de potência e 43 kgfm de torque, que se revelam mais do que suficientes para garantir agilidade na cidade e na estrada. Já o câmbio automático — chamado comercialmente de e-CVT — é, na verdade, um DHT de somente 1 marcha e múltiplas relações.

É um carro gostoso de dirigir, mas o destaque fica por conta do desempenho, especialmente quando a bateria de 18,3 kWh está carregada. Pisando abruptamente no pedal, o Song Pro chega a destracionar as rodas antes de entregar seu torque com um zumbido de nave espacial.

Em nossos testes no Rota 127 Campo de Provas, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos. Sua potência e o torque são mais do que suficientes para mover o corpanzil de 1.700 kg, como cortesia da entrega instantânea do motor elétrico. É uma característica essencial para enfrentar subidas na cidade e ultrapassagens na estrada — ainda mais com a cabine lotada. Em poucos toques na central multimídia, é possível deixá-lo mais manso (em modo “Eco”) ou arisco (“Sport”).

3. Bom consumo médio

Como um bom carro híbrido, o Song Pro tem no baixo consumo de combustível uma das maiores fortalezas. Em nosso ciclo de testes, com o ar-condicionado ligado, marcou 27,5 km/l na cidade e 18,1 km/l na estrada. Considerando que o tanque de combustível tem 52 litros, a autonomia urbana pode ultrapassar facilmente os 1.000 km.

É verdade que a autonomia elétrica do Song Pro diminuiu sensivelmente no Inmetro na linha 2026, de 68 km para 62 km. Todavia, sabendo suas artimanhas e desbravando as funções “escondidas”, dá para extrair bons números de alcance.

Fonte: Auto Esporte