Nos Estados Unidos, os suplementos de óleo de peixe faturam mais de US$ 1 bilhão em vendas anuais. A popularidade do insumo e dos suplementos de ômega-3 se deve à crença de que tais produtos podem reduzir o risco de demência. No entanto, não é o que aponta um novo estudo publicado na revista eBioMedicine, que integra o conjunto de periódicos da The Lancet. Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia descobriram que o consumo regular dessas substâncias não preservou a cognição ou o volume cerebral em idosos com risco de desenvolver Alzheimer
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Suplementos: pesquisadores mostraram que sua utilização não preservou a cognição em idosos com risco de desenvolver Alzheimer — Foto: Bru-no para Pixabay
De acordo com os cientistas, os suplementos de fato chegaram ao cérebro, mas foram insuficientes para afetar o desenvolvimento cognitivo, que é influenciado por uma mistura complexa de alterações relacionadas a fatores como idade, genética, estilo de vida e meio ambiente. O caminho para a saúde do cérebro continua sendo uma combinação de alimentação saudável, exercícios físicos e sono de qualidade.
Multivitamínico diário
Por outro lado, um multivitamínico diário pode ajudar adultos mais velhos a manter a saúde funcional. Pesquisadores analisaram dados de 16 mil pessoas com 60 anos ou mais que participaram do estudo COSMOS (COcoa Supplement Multivitamins Outcomes Study). Os participantes foram divididos aleatoriamente para tomar diariamente um multivitamínico, um suplemento de extrato de cacau, ambos ou nenhum deles – placebos foram administrados ao grupo de controle. Aqueles que utilizaram um multivitamínico diário apresentaram índices significativamente melhores após três anos.
Ingestão de proteínas e envelhecimento saudável
Aproveito para incluir outra pesquisa com um alerta sobre o consumo excessivo de proteínas. Alimentos fortificados com proteínas estão surgindo em todos os lugares, de cereais e cafés a água proteica. Entretanto, uma revisão abrangendo mais de 350 artigos sobre restrição proteica e envelhecimento, publicada no fim de julho no periódico Cell Press Blue, indica que consumir menos proteína pode trazer maiores benefícios à saúde.
Há décadas os cientistas sabem que consumir menos calorias pode estender a expectativa de vida e diminuir o risco de doenças relacionadas à idade, como o câncer. Ao mesmo tempo, alguns trabalhos constataram que consumir mais proteína promoveria a perda de peso e reduziria a perda muscular relacionada à idade, quando combinado a exercícios físicos. Essas descobertas levaram as autoridades americanas a atualizar suas diretrizes alimentares, recomendando um aumento na ingestão diária de proteínas.

